quinta-feira, 20 de março de 2008

Conheça toda a verdade sobre os crimes da Via Campesina em Rosário

É IMPRESSIONANTE O PONTO A QUE CHEGAMOS! O MST, JÁ COM A GERAÇÃO CRESCIDA SOB A LAVAGEM CEREBRAL DA GUERRILHA COMUNISTA, DOMINA O PAÍS E É UM DOS BRAÇOS ARMADOS DO FORO DE SÃO PAULO PARA FAZER A REVOLUÇÃO À CHINEZA, COM MUITO DERRAMAMENTO DE SANGUE. GERAÇÕES DE BRASILEIROS INTEIRAS ASSASSINADAS MENTALMENTE PELA SEDE DE SANGUE COMUNISTA - REGIME E IDEOLOGIA RESPONSÁVEL POR MUITOS MILHARES DE HOLOCAUSTOS, ATÉ HOJE MAL DIVULGADOS E MESMO ESCONDIDOS DA OPINIÃO PÚBLICA MUNDIAL.
QUANDO VOCÊ ESTIVER EM FRENTE A UM GUERRILHEIRO, NÃO SE CONFUNDA: VOCÊ ESTÁ DIANTE DE UMA FORMA DE VIDA QUE NÃO SE ENQUADRA COMPLETAMENTE NA DE SER HUMANO - TRATA-SE DE UM ANIMAL, MOVIDO A ÓDIO, E QUE É INCAPAZ DE ENXERGAR A VIDA COMO VOCÊ, APESAR DE SUA APARÊNCIA HUMANA. TRATA-SE DE UMA MÁQUINA MOLDADA PARA ASSASSINAR SEUS SEMELHANTES E QUE É CAPAZ DE USAR INCLUSIVE SEUS PRÓPRIOS FILHOS (DELAS) COMO ESCUDO.
VEJAM, ABAIXO, A VERDADE QUE A IMPRENSA NÃO DIVULGOU SOBRE A INVASÃO DA VIA CAMPESINA EM ROSÁRIO:
A foto que ilustrava a reportagem do jornal Zero Hora do dia 4 de março sobre a invasão da fazenda Tarumã, Rosário do Sul, a 420 quilômetros de Porto Alegre, na área de florestamento da empresa Stora Enso, por integrantes da Via Campesina, poderia ter sido a imagem do ano, se tivesse sido feita por outro ângulo. Teria registrado a tentativa de assassinato do coronel Lauro Binsfield pela líder das invasoras, Irma Maria Ostroski.
Os fatos que a equipe desta página apurou nestes domingo, segunda e terça-feiras em Rosário e Livramento: o coronel Lauro Binsfield, acompanhado de 12 brigadianos, chegou à fazenda Tarumã por volta das 7 horas, uma hora após a invasão, e posicionou-se em um flanco, próximo das 900 mulheres, armadas com 315 foices novas (sem sinais de uso), 139 facões, 15 machadinhas, dez machados, nove enxadas, 23 escudos de lata e 50 de madeira.
Discutia a forma de ação com seus comandados, quando a líder da Via Campesina, Irma Maria Ostroski, acompanhada de duas dezenas de companheiras, partiu para cima do comandante, foice em punho, em posição de ataque.. Enquanto uma se atirava ao chão, tentando atingir as canelas do coronel, Irma lançava a foice na direção do pescoço do comandante, para decapitá-lo. Binsfield tentou proteger-se da agressão, sendo golpeado no braço, rasgando-lhe a carne - o que exigiria 20 pontos para ser suturada.
Apesar do mau corte da foto, dá para perceber a cena toda. É só prestar atenção nos detalhes. . Irma Ostroski, 36 anos, líder da Via Campesina, participou das ações em Porto Alegre, que resultaram na degola de outro brigadiano, o soldado Valdeci de Abreu Lopes (leia como foi o caso no endereço http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/reforma_agraria/arquivo/150890.html . Ela também liderou a invasão, sesquestros e destruições nos laboratórios da Aracruz, em Eldorado do Sul. O delegado regional de Polícia de Livramento, Ottelo Caiaffo disse aos enviados desta página que "as 900 valentes campesinas armadas que enfrentaram os 11 covardes brigadianos, usaram formação militar característica".
O juiz Roberto Borba, de Rosário, que mandou soltar Irma, confirmou que recebeu mesmo um telefonema do ministério da Justiça, comandado pelo ex-prefeito gaúcho Tarso Genro, recomendando que libertasse a líder "campesina". O juiz disse que o telefonema não influenciou sua decisão. Os cinco advogados que defenderam Irma, o deputado Dionilson Marcon que peitou todo mundo na delegacia, todos eles fizeram o dever de casa, como o Sindicato dos Jornalistas, que bradou aos céus contra a falta de liberdade de imprensa no local. É o mesmo Sindicato que aplaude a falta de liberdade de imprensa em Cuba.

A verdade não contada da invasão da Stora Enzo

A foto que ilustrava a reportagem do jornal Zero Hora do dia 4 de março, sobre a invasão da fazenda Tarumã, área de florestamento da empresa Stora Enso, em Rosário do Sul, por integrantes da Via Campesina, poderia ter sido a imagem do ano, se tivesse sido feita por outro ângulo. Teria registrado a tentativa de assassinato do coronel Lauro Binsfield pela líder das invasoras, Irma Maria Ostroski.

. Do modo como foi registrada a foto de Zero Hora, o que chama a atenção é um brigadiano apontando uma pistola para uma mulher desarmada e supostamente indefesa, próxima ao comandante do Batalhão Regional de Policiamento Ostensivo da Fronteira Oeste, que segurava uma foice.

. Examine você mesmo a foto e perceba a incongruência dessa leitura apressada.

. A cena captada pelo fotógrafo sugeria o início do confronto entre 80 policiais militares e as 900 mulheres e 250 crianças que invadiram, na manhã do dia 4 de março, a área de 2,1 mil hectares da multinacional finlandesa Stora Enso, cujo resultado seriam 40 pessoas feridas, 39 delas da Via Campesina. Todas as informações que se seguiram àquele momento, fartamente registrado pela imprensa da Capital, avisada da invasão quatro dias antes, alimentaram as ações subseqüentes do MST e seus satélites aparelhados, tipo Via Campesina, Cpergs, Sindicato dos Jornalistas e CUT, no RS.

. A delinqüência política tentou vender a informação que a Brigada Militar havia massacrado as mulheres com um arsenal de pistolas com balas de borracha, baionetas, bombas de efeito moral e cavalos, jogados sobre as invasoras.

A líder, Irma, tentou degolar outro brigadiano

O próprio ouvidor-geral da Secretaria de Segurança, Adão Paiani, que chegou ao local horas depois da desocupação da área, desautorizou o comandante Binsfield a se manifestar, confirmou os indícios de excessos cometidos pela BM e condenou, em nome da governadora Yeda Crusius, o uso da violência. Logo contra mulheres, às vésperas do Dia Internacional da Mulher. No dia 5, milhares de integrantes do Movimento dos Sem-Terra bloquearam rodovias importantes do Estado, em protesto contra a agressão. A Brigada Militar resultou manietada, “condenada” pelas “atrocidades” cometidas na Fazenda Tarumã.

. Esperava-se que cabeças rolassem nos dias seguintes.

. Uma cabeça, de fato, quase rolou, no sentido literal, é o que garantem diversas testemunhas dos momentos iniciais da invasão, ignoradas pela imprensa, mas não pela Polícia Civil, que instaurou um inquérito para apurar o episódio. Se a foto de Zero Hora tivesse sido captada por outro ângulo, toda a história teria outro enredo. De vítimas, as integrantes da Via Campesina passariam a algozes.

. Irma Ostroski, que foi detida por lesões corporais e enviada para a Penitenciária Estadual de Santana do Livramento, próximo a Rosário do Sul, não teria sido solta horas depois. E a Brigada Militar seria aplaudida pela ação eficiente e sem maiores conseqüências, salvo lesões leves em menos de 4% da massa delinqüente, que destruiu 7 mil pés de eucalipto, matou diversas galinhas e depredou a sede da fazenda.

. A cena real será descrita no inquérito conduzido pelo delegado regional da Polícia Civil, Othelo Caiaffo, de Santana do Livramento, e revelada com exclusividade a esta página.

Inquérito mostra violência do ataque traiçoeiro contra o coronel

Os fatos: o coronel Lauro Binsfield, acompanhado de 12 brigadianos, chegou à fazenda Tarumã por volta das 7 horas, uma hora após a invasão, e posicionou-se em um flanco, próximo das 900 mulheres, armadas com 315 foices novas (sem sinais de uso), 139 facões, 15 machadinhas, dez machados, nove enxadas, 23 escudos de lata e 50 de madeira. Discutia a forma de ação com seus comandados, quando a líder da Via Campesina, Irma Maria Ostroski, acompanhada de duas dezenas de companheiras, veio em direção ao comandante, foice em punho, em posição de ataque.

. Enquanto uma se atirava ao chão, tentando atingir as canelas do coronel, Irma lançava a foice na direção do pescoço do comandante, para decapitá-lo. Binsfield tentou proteger-se da agressão, sendo golpeado no braço, rasgando-lhe a carne, que exigiria 20 pontos para ser suturada.

. Um segundo policial tentou segurar Irma, enquanto um terceiro sacou da pistola e apontou para as companheiras que se aproximavam para finalizar o intento: matar o coronel Lauro Binsfield.

. Anulando o comandante, diz o delegado, pretendiam desestabilizar a tropa, tornando-a alvo fácil. Foi justamente a imagem deste policial com a arma em punho, descontextualizado, que abalou a opinião pública e escreveu a história equivocada.

. Sob esta ótica, não percebida naquele momento, a foto de Zero Hora passa a ter outro sentido. Caiaffo pondera que, se houvesse a intenção da Brigada Militar de tomar a iniciativa de agressão, não o faria com poucas pistolas e um pequeno efetivo. Eram 13 policiais contra 900 mulheres. Descobriu-se, depois, que 20 homens do MST também participaram da invasão, ficando em segundo plano, misturados à multidão. Mas como foi descrito pela imprensa local, pareceu que o coronel Binsfield foi quem partira para cima de Irma, tentando desarmá-la e, ferido acidentalmente, deu à pequena tropa a impressão de que estava sendo atacado, iniciando uma reação em cadeia.

“Massacre” foi de 13 policiais sobre 900 delinquentes armados

Em poucos minutos, descontrolados e sem comando, os policiais teriam desferido centenas de disparos com balas de borracha e bombas de gás, em direção à multidão, que não teria esboçado reações de defesa. Fossem balas de verdade, teria havido, ali, uma nova Eldorado dos Carajás. Ainda que presente ao local, toda a imprensa comprou a idéia tendenciosa e desinformada dos jornalistas de Livramento, que têm apoio do prefeito da cidade, Wainer Machado, do PSB, simpatizante desses movimentos sociais. Alguns veículos apenas descreveram resumidamente os acontecimentos do dia. Outros, o detalharam. Todos os deturparam, talvez porque, naquele momento, nada parecesse muito claro.

. Era do que precisava a esquerda para disseminar a desinformação, que prevaleceu.

. Aquela terça-feira foi longa.

O confronto foi inevitável. Crianças foram usadas como escudo

Durante todo o dia, com o efetivo recebendo o reforço de mais 67 policiais, vindos de Livramento e já sob as ordens do subcomandante-geral da BM, coronel Paulo Mendes – embora o coronel Binsfield, mesmo ferido, tenha permanecido na fazenda –, as militantes derrubaram sete mil pés de eucalipto, devastaram cinco hectares, montaram barracas e decidiram acampar no local. Como pretexto, o plantio de florestamento ilegal, por estar a menos de 150 quilômetros da fronteira com o Uruguai, vedado por uma lei federal do regime militar, de 1979, cuja revogação está em estudo pelo Congresso Nacional. Na visão da Via Campesina, a propriedade era mais ilegítima que a própria invasão.

. Logo em seguida, a estrada de acesso à fazenda Tarumã foi bloqueada pela BM e os jornalistas, deslocados para cerca de 10 km de distância da área de conflito. Como o coronel Binsfield está proibido pelo Alto Comando de se manifestar, a possível justificativa para a atitude em relação à imprensa veio do delegado Caiaffo. Para ele, diante dos jornalistas, as invasoras se sentiriam protegidas e poderiam seguir no seu intento destrutivo e de fincar acampamento. Os policiais não ousariam usar de violência contra elas diante de lentes e câmeras. Até porque estavam em um número mais de dez vezes superior. Havia, ainda, as crianças, que jogariam na linha de frente, como escudos.

. Também havia a questão da segurança. Alguém mais, além de policiais de invasores, poderia se ferir, já que a massa se descontrolaria diante de uma eventual necessidade de uso da força para retirá-las da área, protegida por um interdito proibitório e um mandato de reintegração de posse. Um oficial de justiça já estivera no local, no início da tarde, mas fora ignorado pelas manifestantes. Todas as tentativas de negociação, propostas pela BM, também. Os 80 policiais poderiam não ser suficientes para debelar a massa enraivecida.

. Sem platéia (a imprensa), a Via Campesina teve de usar um “plano B”. Resistir o necessário para que muitas integrantes fossem feridas e armar um circo em torno de uma suposta truculência da Brigada. O dia estava quente, as mulheres usavam roupas leves, expondo pernas, braços, barrigas (duas delas, inclusive, estavam grávidas). Qualquer ferimento ficaria muito evidente. As marcas serviriam para sensibilizar a opinião pública através da imprensa, no momento de deixar a fazenda, como se um ato covarde e prepotente tivesse, ali, sido protagonizado. A indignação dos jornalistas, por terem tido cerceado seu direito de cobrir o evento, alimentaria ainda mais o falso drama.

Via Campesina usa formação militar para o enfrentamento

O delegado regional Othelo Caiaffo tem certeza de que Irma Maria Ostroski posicionou as integrantes da Via Campesina em formação militar para o confronto inevitável.

. Baseado nos depoimentos, ele descreve a resistência da seguinte maneira:

- Uma linha de frente foi montada, com mulheres armadas de foices, que se encarregariam de atingir as pernas dos policiais.
- Atrás, outro grupo, também com foices, os atingiria em partes vitais, como rosto e pescoço.
- Nas linhas anteriores, dezenas de escudos, machados e enxadas, menos letais.

. A proporção era de 11 para 1. Os policiais seriam trucidados.

. Ao perceber a desvantagem, o comando da BM teria ordenado o lançamento de bombas de efeito moral. Perdidas em meio à fumaça e com os olhos lacrimejantes, as guerrilheiras foram atingidas, sem poder revidar, por centenas de disparos de balas de borracha. O impacto, na hora, é de dor profunda, mas a lesão, superficial. Brigadianos a cavalo, penetraram entre as invasoras, desarmando-as. Dominadas, foram todas embarcadas nos 27 ônibus fretados – e pagos em dinheiro –que as trouxeram de diversos municípios do RS, principalmente Livramento, Bagé e Passo Fundo, sede estadual da Via Campesina.

Coronel sangrou mais do que as “campesinas”

O braço do coronel Binsfield verteu, sozinho, mais sangue que as 39 integrantes da Via Campesina que tiveram de ser medicadas no Pronto Socorro da Santa Casa de Livramento. Mas, por serem em maior número, gritando, chorando e gemendo, pareceu que as frágeis e indefesas mulheres tinham sido vítimas de uma violência descomunal e desproporcional por parte da BM.

. Isto já era início da noite do dia 4. Os jornais precisavam do material para ser editado e ser veiculado na edição de quarta-feira. As fotos mais chocantes foram preferidas. A descrição do episódio, era baseada nas declarações da Via Campesina, apoiada por sua assessora de imprensa, a jornalista Raquel Casiraghi, e pela imprensa local. No dia seguinte, Zero Hora publicou o seguinte texto:

“O tumulto, por volta das 17h, gerou o registro de um ferido entre os policiais militares, segundo a corporação: o comandante da BM de Livramento, Lauro Birnfield, levou um golpe de foice no ombro direito. A assessoria da Via Campesina também confirmou agressões contra os invasores, mas não sabia precisar o número de feridos. Ela afirmou que duas manifestantes acabaram no hospital por problemas de saúde decorrentes da tensão. A confusão não foi a primeira do dia. Outro incidente ocorreu às 11h, quando a BM tentou furar um bloqueio dos invasores. Policiais sacaram armas, e as mulheres ameaçaram revidar com golpes de foices e facões”.

Ainda que verdadeiros, os fatos foram descritos de maneira inversa, segundo apontará o inquérito policial, o que compromete a compreensão das medidas adotadas pela Brigada Militar. Ajudada pela foto, sob um ângulo pouco privilegiado, a Via Campesina posou de vítima das circunstâncias. Assim como não foi mencionado que apenas uma, não duas mulheres, permaneceu internada na Santa Casa. Justamente uma das grávidas, sob ameaça de aborto. Todas as demais foram liberadas menos de uma hora depois de atendidas. A gravidade do suposto ataque foi descartada pelo próprio movimento, que já no dia seguinte, realizou uma imensa passeata pelas ruas de Livramento, incluindo as vítimas dos tiros da BM. Sinal de que os gemidos – ou a encenação – foram maiores que os ferimentos.

Juiz solta Irma depois de receber telefonema do Ministério Da Justiça

O pequeno município de Rosário do Sul, onde está localizada a Fazenda Tarumã, não tinha estrutura para abrigar tanta gente. Assim, todos os integrantes da Via Campesina foram levados para Santana do Livramento. A pedido do delegado regional Othelo Caiaffo, o prefeito da cidade disponibilizou o ginásio Guanabara para o pernoite das mulheres e crianças. O Município ainda ofereceu alimentos e água. Os pertences das militantes, que ficaram na fazenda, foram recolhidos por dois caminhões da prefeitura de Livramento, e levados para o ginásio. Entre esses, havia 40 botijões de gás e centenas de colchões, provas irrefutáveis de que a Via Campesina pretendia, sim, permanecer na fazenda por muito tempo.

. Como as manifestantes cobriram os rostos com lenços, apenas a líder do movimento, Irma Maria Ostroski, foi identificada de imediato e presa em flagrante por lesões corporais contra o coronel Lauro Binsfield. Lavrada a ocorrência pelo delegado Eduardo Finn, da 1ª DP, foi conduzida à Penitenciária de Livramento. Para a surpresa do delegado regional, cinco advogados apareceram na delegacia logo após a detenção de Irma, mas apenas uma, Cláudia Ávila (OAB/RS 31017), de Porto Alegre, contratada pelo MST, respondeu pela líder da Via Campesina.

. Também causou espanto a Othelo Caiaffo a rapidez com que todos se apresentaram à delegacia, como se a Capital não ficasse a 500 quilômetros de distância de Livramento. Entre eles, o presidente do Cpers de Livramento, Juca Sampaio, o deputado estadual Dionilso Marcon e um representante do deputado federal Adão Pretto, todos do PT. Marcon, aliás, protagonizou alguns escândalos na delegacia, descreveu Caiaffo. Abusando de seus privilégios parlamentares, gritou, fez discursos, agrediu verbalmente os policiais e exigiu a soltura imediata da guerrilheira. O representante de Pretto disse que iria comunicar o fato ao ministro da Justiça, Tarso Genro.

. Ainda que detida em Livramento, coube ao juiz Roberto Coutinho Borba, titular da 2ª Vara Criminal de Rosário do Sul (onde ocorreu o episódio) decidir o destino de Irma Ostroski. Apesar de seu nome constar em dezenas de processos criminais, por ações semelhantes à da fazenda Tarumã, ela não possui nenhuma condenação. E, como fora detida em Livramento até então apenas por lesões corporais, o magistrado assinou o alvará de soltura. Irma foi liberada no início da manhã de quarta-feira, exatas 24 horas depois de invadir a propriedade da Stora Enso, cujos prejuízos superam os R$ 30 mil, segundo calculou a empresa. Bem a tempo de organizar e liderar a passeata pelas ruas de Livramento, agora sob o pretexto de denunciar as agressões sofridas por parte da Brigada Militar.

Ouvido pela equipe desta página, o juiz Roberto Borba revelou que recebera, ainda naquela madrugada, um telefonema do Ministério da Justiça, sugerindo que Irma Ostroski não deveria ser mantida presa. Ele garante que o pedido não teve qualquer efeito sobre sua decisão, que havia sido tomada momentos antes da ligação.

Como os pertences das invasoras ficaram para trás, quando de sua remoção de Rosário para Livramento, está sendo difícil para o delegado Othelo Caiaffo identificar as mulheres envolvidas na invasão e destruição da fazenda Tarumã. Sobretudo porque, na maior parte do tempo, os rostos estavam cobertos por lenços. Fotografias e filmagens feitas pelos policiais e pela imprensa o estão ajudando.

. Todas serão indiciadas por co-autoria em tentativa de homicídio (Irma Ostroski o será como autora), esbúlio possessório, desobediência, desacato e formação de quadrilha, crimes pelos quais a líder também responderá. Ele já sabe, contudo, que nem todas eram da Via Campesina. Diversas funcionárias públicas do Estado e da União já foram reconhecidas. O delegado comunicará aos superiores delas para que abram processo administrativo disciplinar.

Saiba quem é Irma Ostroski

Nascida em Erval Grande há 36 anos, Irma possui terras em um assentamento no 2º distrito de Piratini. É coordenadora do MST em Pedro Osório e uma das representantes da Via Campesina no Brasil.

. Irma recebeu treinamento de guerrilha na Coréia do Norte e em Cuba. Ela teria sido a responsável por passar os ensinamentos às demais integrantes da Via Campesina, pela forma como agiram no confronto com a BM na fazenda Tarumã.

. De quase uma dezena de processos referentes a ações da entidade no RS, Irma Ostroski aparece em todos. Responde a crimes como cárcere privado, seqüestro, roubo e destruição de propriedade privada. Foi ela quem liderou o ataque à Aracruz, em Barra do Ribeiro, em 2006, que destruiu o viveiro de mudas de eucalipto e o laboratório de pesquisas da empresa. Também participou ou organizou ataques em Candiota, Bagé e Porto Alegre. Sabe-se que recebe recursos de uma organização não-governamental alemã, ainda não identificada.

.
Em Livramento, onde Irma esteve presa, existem 37 assentamentos, com 1,5 mil famílias, ocupando uma área de 70 mil hectares. De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Livramento, o também vereador tucano César Maciel, nenhuma área foi desapropriada. Todas as terras foram compradas pelo Incra, por valores várias vezes superior ao de mercado.

. Ele cita o assentamento Apolo como exemplo, junto à propriedade de sua família, com o qual possui 9 mil metros de cerca em comum. Anos antes de o Apolo ser criado, o pai dele comprou 350 hectares de terras lindeiras por US$ 350,00. Dois anos depois, a fazenda onde foi criado o assentamento foi oferecida a seu Irmao por US$ 700,00 o hectare. Como não houve interesse, os proprietários da fazenda propuseram a compra a Incra. O órgão federal aceitou, pagando US$ 1,4 mil o hectare.

. César Maciel garante que as irregularidades não ficam por aí.

. É comum um casal possuir duas áreas, uma em nome do marido, outra, em nome da esposa, como se fossem separados, embora vivam juntos em uma única área. Sob a segunda, constroem um barraco de dez metros quadrados, sem qualquer outra benfeitoria, apenas para não parecer ociosa. E a utilizam para a especulação agrária.

. O ruralista vai mais longe. Ele assegura que a legislação que instituiu a reforma agrária veda a participação de assentados em movimentos de invasão, sob pena de perderem o direito sobre a terra. Entretanto, dos 23 ônibus que conduziram as integrantes da Via Campesina à fazenda Tarumã, cinco partiram de Livramento.

. Um deles foi localizado pela equipe desta página. Pertence ao empresário Jorge Rodrigues, da JR Tur, que confirmou ter recebido R$ 800,00 para fazer o transporte. Seu contratante foi um assentado de nome Evaldo, conhecido na cidade. Rodrigues encontrou as manifestantes em um local pré-determinado e assegura que todas eram oriundas de assentamentos da cidade.

segunda-feira, 17 de março de 2008

MENSAGEM AO PRESIDENTE LULA


Geraldo Almendra

em 26/janeiro/2008.


"O comunismo é a corrupção de um sonho de Justiça”

(Adlai Stevenson)



Senhor presidente,Começo essa mensagem dizendo o que penso do senhor. É um direito individual garantido pela Constituição do meu país, que ainda não é um Estado Comunista totalmente dominado pelo stalinismo petista, conforme seu profundo desejo.De uma forma objetiva acho o senhor uma absurda fraude como político e ser humano, e o pior estelionatário da política que a história do país há de registrar.O senhor é uma grotesca metamorfose ambulante, que não tem formação, patriotismo, princípios, nem ideais, a não ser a luta pelo poder ditatorial e pela sistemática manipulação da ignorância dos eleitores para garantir a sua permanência no controle da sociedade.Sua luta como político se resume a uma sede de poder para dominar o país, nos transformando reféns da burguesia petista, com a cumplicidade de suas 'gangs dos quarentas' e de todos os canalhas de ocasião, que colocam seus interesses patrimonialistas acima da educação, do patriotismo, da cultura, da dignidade, da honra, da honestidade, da ética ou da moral.

O poder público, senhor presidente, sob seu comando, virou um inimigo dos que teimam em trabalhar com honestidade e estudar com esforço próprio para crescer na pirâmide social.O aliciamento, o suborno material, a covarde manipulação da ignorância das massas e do imbecil coletivo, são suas marcas registradas, senhor presidente. Ser vagabundo, corrupto e prevaricador viraram valores determinantes para esta nova sociedade petista que o senhor está construindo. O senhor representa, na minha visão, senhor presidente, o que de pior já foi produzido em matéria de político prostituído que está plantando as sementes para a destruição da democracia e das liberdades individuais no meu país.Seu sucesso como político, senhor presidente, está sendo possível pelo fato de nossa sociedade ter sido, criminosamente, levada à falência cultural e educacional por desgovernos civis contaminados pela presença de corporativistas-corruptos e canalhas da política prostituída, que afundaram o país no mar da degradação de valores morais, familiares e éticos.
Nos últimos cinco anos, senhor presidente, tenho gasto uma grande parte do meu tempo escrevendo o que penso dos seus atos de desgoverno, que está sendo apoiado por uma hedionda mutação do stalinismo - o petismo - e pelo mais escroto parlamento que se poderia imaginar poder existir.Tenho presenciado como cidadão e contribuinte, o funcionamento do seu balcão de compra e venda de alianças com todos aqueles que aceitam serem cooptados por dinheiro, assistencialismo, poder, status, sinecuras e mordomias, independente de formação e posição social - ignorantes, incompetentes, políticos, servidores públicos, meliantes, artistas, jornalistas, empresários, estudantes, professores, mestres e doutores.

Percebo, também, senhor presidente, que tudo está sendo feito com a covarde e silenciosa cumplicidade da Igreja Católica, e com a cumplicidade explícita de outras igrejas; usam e abusam da ignorância da sociedade na cobrança dos seus dízimos - para fazer fortunas, mandar dinheiro para contas no exterior, e construir mansões - e manter suas pobres ovelhas caladas diante da destruição do futuro de seus filhos e de suas famílias.

Todos estão sendo convencidos a lhe dar apoio, para que o senhor consiga implantar no país o domínio de um Estado Comunista de Direito, comandado por uma burguesia formada no submundo da corrupção e do mais sórdido corporativismo, que já provocaram o apodrecimento moral e ético dos podres poderes da República.Nossas Forças Armadas, senhor presidente, estão sendo colocadas em estado de inoperância, sucateamento, humilhação e desarticulação diante de nossa perda de soberania, risco crescente de invasão das forças comunistas de países vizinhos, falência da segurança pública, e da flagrante destruição da Amazônia e de nossas riquezas naturais.
Nosso Poder Judiciário está arcaico e corrompido pelo corporativismo sórdido, praticando duas justiças: uma para os ricos e poderosos, outra para os excluídos e para os que não pertencem aos grupos que apóiam o desgoverno petista e seus cúmplices.A Justiça, senhor presidente, se perdeu no submundo dos artifícios imorais que exploram as 'brechas' dos códigos legais para proteger de todas as formas as 'gangs dos quarentas'.Nosso Parlamento virou uma casa de tolerância da política prostituída que consegue envergonhar até os prostitutos e as prostitutas de 'profissão'.
O Poder Executivo, sob seu comando, senhor presidente, já domina com folga os outros podres poderes da República, graças ao silêncio e a cumplicidade dos Tribunais Superiores, dos comandos das forças policiais federais do país, e dos comandantes das Forças Armadas.Contudo, reconheço que o pior do que está acontecendo com o meu país não é o senhor ser esta grotesca fraude como político e como ser humano.O pior é vivermos em uma sociedade hipócrita e covarde, que está permitindo que o senhor faça do país o quintal de suas doentias ambições de poder e patrimonialismo, que estão transformando, definitivamente, o poder público no paraíso da corrupção, da prostituição da política, do corporativismo sórdido e da prevaricação.

Senhor presidente, confesso que estou cansado de escrever e não presenciar nenhum movimento relevante no país para destituí-lo do poder, que foi obtido através do maior estelionato eleitoral de nossa história.
Depois do início do julgamento da 'gang dos quarenta', não suporto mais acompanhar tamanha falência de nossa Justiça e a falta de protesto explícito de uma sociedade tão covarde. Estou cansado de ver os canalhas circulando pelas ruas com seus sorrisos hipócritas sem serem incomodados pelos palhaços e imbecis dos contribuintes.Estou cansado da ignorância deste povo, cansado de ver uma classe média deixar-se empobrecer sem reação, cansado da covardia da sociedade esclarecida, cansado do corporativismo público-privado que se vendeu à corrupção e ao petismo stalinista, cansando de uma convivência virtual de gente que protesta, mas não consegue se organizar para se apresentar nas ruas e lutar pelo nosso país. Somos uma sociedade apática dominada por ignorantes, corruptos, prevaricadores, hipócritas e covardes.
Senhor presidente, perdi a motivação para escrever e protestar no vazio da degeneração moral e ética de nossa sociedade.Voltarei à luta apenas se alguém estiver disposto a derramar seu sangue para livrar minha pátria das mãos dos canalhas que estão permitindo que se transforme o país em um Estado Comunista de Direito.Aos meus amigos de luta virtual, senhor presidente, peço desculpas, mas estamos nadando para morrer na praia do comunismo petista.
A vitória está sendo sua, senhor presidente.Senhor presidente, vou apenas dedicar-me aos meus estudos acadêmicos e ao ensino, e continuar adquirindo a formação que um dia, depois do caos moral e ético que o senhor está provocando no país, vai me ser útil, para lutar nas ruas e presenciar seu alinhamento junto com todos os seus cúmplices no paredão da vergonha. Vou, também, escrever um livro cujo título já foi escolhido: O Retirante Pinocchio, com uma descrição histórica de sua fraude como político e ser humano.

Que a ira de Deus se transforme em espadas que cairão sobre sua cabeça, senhor presidente, e de todos os seus cúmplices da destruição do meu país.'Adeus' senhor presidente, minhas palavras escritas estão indo embora. Não nos encontramos no outro mundo, pois não irei para o inferno.Nesta dimensão talvez nos encontremos depois do caos, se o senhor estiver vivo até lá, e eu também.Espero que estejamos senhor presidente, pois quero lhe ver pagando, da forma mais dura possível, pelos seus crimes de lesa-pátria que estão destruindo meu país e o futuro dos meus filhos e de suas famílias.
Já saiu no Jornal "O Dia", RJ e no Blog Portal Militar.

Caríssimos amigos,

A ser verdade, a notícia de 4% em abril e 4% em agosto, informo-vos o seguinte:tentei acessar o site das FARB, para filiar-me e oferecer-me para quaisquer tipo de atitude.A mensagem é que o site não pode ser aberto.

Considero um desrespeito e achincalhe ao meu passado de 41 anos de serviço, formando gerações nas Escolas Militares, representando meu País em locais distantes e delicados, pela divergência cultural,servindo de exemplo para meus familiares e amigos, para ser tratado como vagabundo por um Governo que, além deste título, é corrupto, miserável, mentiroso e impiedoso ao tirar da boca de famintos e sustentar suas vaidades com os chamados cartões corporativos.Ontem teve o displante e cara-de-pau, para oferecer aos irmãos sertanejos o projeto "território da cidadania".Pura babaquice eleitoreira para um povo ignorante.

4%, para um coronel com todos os cursos, como eu, e proventos de Gen Bda, representa, meus amigos, um acréscimo de R$ 280,00 nos vencimentos líquidos.

Diante do desrespeito a minha pessoa e aos meus companheiros, devolvo a gentileza com a indicação de que R$140,00 sejam enfiados no trazeiro da inútil 1ª, dama uma ova, e outros R$ 140,00 no fêofó do Min da Defesa.Eu, não quero esse aumento.

Se algum superior achar que estou incitando indisciplina e faltando com respeito, posso pedir emprestado outros R$ 140,00 para adotar os procedimentos anteriores.

Paulo Cesar Romero Castelo Branco
Cel Inf QEMA Refo
Ex-Cmt 23ºBC
Ex-ADIFA no Iran
Dionísio Torres-Fortaleza-CE

AMARGO PRONUNCIAMENTO - vendilhões da pátria e nacionalisteiros 1000 x 0 patriotas e sociedade brasileira

Recebi do meu amigo e mestre Rui a notícia que um general havia feito um amargo pronunciamento, por ocasião da sua despedida do serviço ativo. Fiz a minha caminhada diária com isso na cabeça, pensando em se tratar de mais um daqueles que só resolvem falar quando não tem mais poder para agir.


O mestre Rui me passou uma cópia que, à medida que eu lia, sentia que a primeira impressão estava equivocada. Começava a se avivar na minha cabeça a figura do capitão Giovanni Drogo, a figura central do excelente “O deserto dos tártaros”, de Dino Buzzati.

Desde que li esse livro, quando ainda professor do Colégio Militar de Porto Alegre - o que já faz mais de 20 anos-, é que vejo no capitão Drogo o retrato do oficial brasileiro, agora personificado neste brilhante oficial.


O livro, escrito antes da Segunda Guerra Mundial, conta a desventura do oficial Giovanni Drogo, o qual, aos vinte anos, é nomeado, em seu primeiro posto, para o forte Bastiani, que se ergue imponente e solitário às margens abandonadas do “deserto tártaro”. Drogo, que espera ficar ali poucos meses, aguardando uma transferência, vê a vida transcorrer sem que sua razão de ser se realize: “transformar-se num soldado verdadeiro, conhecer a glória de participar de uma guerra que, tudo indica, não vai acontecer....".

No romance, o jovem tenente Giovanni Drogo, chega numa manhã de setembro ao seu primeiro posto militar: o Forte Bastiani, para o que deveria ser uma curta temporada de quatro meses e que termina sendo a história de uma vida frustrada. O jovem tenente Drogo, preso de uma angústia indefinível, quer voltar a sua cidade próxima, chegando mesmo a participar de uma ridícula audiência para transferência, sem êxito; porque há algo indefinível que o força a ficar. Drogo tinha um sonho, sim, mas nada fez de concreto para realizá-lo.

O sonho de um ideal de heroísmo militar, de uma carreira e uma vida inteira dedicada à caserna é dissipado com um dia-a-dia rotineiro – em meio à disciplina e as atividades do quartel – do refeitório ao jogo de cartas e de xadrez etc.
E a rotina no forte Bastiani o retém até que a velhice o capture, impotente para reagir ao inimigo real, de forma mais intensa e devastadora do que o invasor que chega: a vida que não se realiza.

O Deserto é o romance de um jovem oficial que passa a vida inteira, frustrado, numa fortaleza de fronteira, esperando o ataque de inimigos que talvez não existam. De um personagem em sua eterna vigília na fortaleza, à espera de um ataque que traga honra e glória.

Este livro, lido há mais de vinte anos, marcou-me muito e traços dele podem ser notados ao longo de tudo que escrevi sobre o papel que nós, militares, deveríamos assumir no pós-regime militar. Como disse um crítico: “O Deserto dos Tártaros é um livro para ou te fazer mudar de vida ou para abandonar essa, dada a profundidade do tema tratado”. Trata-se de uma aguda reflexão sobre a inutilidade do poder.

“Afinal, Buzzati nos conta um pouco da vida de todos nós. Você não tem a impressão que, às vezes, está esperando algo acontecer para mudar de vida? Que esse algo está ali, logo ali, virando a esquina, mas você nunca chega à esquina? E que, na verdade, você até sabe disso, mas não quer admitir, que você é o único responsável pelas mudanças?”, continua. Essa a grande lição deste magnífico livro: você é o único responsável pelas mudanças!

De uma crítica, das muitas que colecionei sobre o livro: “O final do livro emociona os que acompanham toda a vida de Drogo dedicada ao forte. De certa forma nos remete aos dias atuais em que muitos se dedicam obstinadamente a objetivos ilusórios, passam sua juventude lutando por um sonho e deixam de viver a vida verdadeiramente. Depois da leitura podemos nos questionar: o que ando fazendo da minha? Pelo quê ando lutando? Em pleno século XXI, se ainda não temos respostas, pelo menos conseguir formular mais claramente nossas perguntas...”.

Assim como Drogo, o jovem Tenente Peret, tinha um sonho. “A formação da minha geração foi pautada pela constante preparação para o combate. Víamos a possibilidade de emprego assim que saíssemos da Academia”, disse ele na sua despedida.

Uma espécie de vaidade militar, misturada ao desejo de uma carreira heróica, e ao fascínio impressionante pelas “terras do Norte”, pelo deserto dos Tártaros - selvagem e desolado – molda uma espécie de areia movediça em que o personagem se afunda, lenta e progressivamente, até ao final nada heróico. Tudo conspira para que Drogo fique de olho voltado para o deserto, de onde pode partir o fato que mudará sua vida.

O fascínio impressionante pelas “terras do Norte”, um fascínio pelas guerras dos outros cujos inimigos e cenários eram e são bem diferentes dos nossos. “Testemunha ocular do planejamento estratégico militar dos EUA, antes e depois do 11 Set 2001. Vi um fantástico estado de prontidão para a guerra”, relembra o general sobre a sua primeira missão nos USA.

Eu tentei fazer com que não nos transformássemos em uma fábrica de Drogos, como o nosso general Peret. Um desperdício. Uma geração perdida.

Em 1991, fui convidado para fazer uma conferência na IX Conferência Continental da Associação Americana de Juristas, precursor do Fórum Social Mundial: coronel recém punido por entrevista no JB, achavam que estaria ali uma oportunidade para “bater nos milicos”.

Defendi um novo papel, ajustado às nossas demandas e recursos. Mostrei que não tínhamos os bilhões que o Saddam Hussein havia gastado para montar um exército que acabava de ser triturado na Guerra do Golfo, mas que nada nos impedia de sermos astutos.

Aquela poderosa máquina de guerra dos Estados Unidos dependia da opinião pública americana, dependia dos contribuintes para se mover. Bastaria que não déssemos razões para que usassem desculpas para fincar o pé nas nossas imensas riquezas minerais, escasseadas com as incertezas do desmanche da URSS.

Meio ambiente, índios e narcotráfico, três razões que poderiam sensibilizar os contribuintes americanos a autorizar aventuras em nosso território. Bastavam políticas inteligentes nessas três áreas.
O resto seria se dedicar ao nosso grande inimigo: a miséria. Evitar que se transformasse em combustível para agitação social e para o surgimento desses que aí estão. Em vez de armamentos modernos, preconizava o emprego da política do “forte apache”, da idéia dos pólos do general Rodrigo Otávio, da ocupação dos bolsões de miséria.

Lembro-me que quase fui linchado na tal conferência. Chegaram à conclusão de que eu estava sugerindo abortar movimentos como o dos sem-terra. Acabar com as razões que as ONGs alardeavam pelo mundo para pressionar pela demarcação de reservas indígenas. Acabar com a massa de manobra que a Esquerda disputava com traficantes nas favelas.

Desnecessário provar que teríamos feito uma revolução, a revolução que não fizemos nas décadas anteriores.

Por tudo isso, eu lamento ver um potencial como o desse general ser desperdiçado. Uma geração desperdiçada na “eterna vigília na fortaleza, à espera de um ataque que traga honra e glória”. O sonho de um exército profissional, sem missão, sem recursos para aparelhar e sem uma política para manter esses profissionais.

No fundo, fica aquela frase do crítico citado lá no início, a tocar a consciência de todos nós: “E que, na verdade, você até sabe disso, mas não quer admitir, que você é o único responsável pelas mudanças?”.

Péricles da Cunha

O pronunciamento do General Peret:


Exmo Sr Gen Ex Carvalho , Ch EME,
Senhoras aqui presentes,Sr Gen Div,Demais Of Gen, Of e praças,Convidados e amigos,

Inicialmente, agradeço a presença de todos, o que muito me honra.

Agradeço a referência elogiosa a mim concedida pelo Ch EME nesta cerimônia.

Devo lhes dizer que não trabalhei no último mês em virtude de ter sido dispensado pelo Ch EME..

Hoje encerro mais de 37 anos de serviço exclusivo ao Brasil e ao Exército. Gostaria de relatar alguns pensamentos que nortearam a minha carreira.

Em primeiro lugar, a minha vocação veio crescendo na medida em que fui amadurecendo o sonho que vinha acalentando desde a infância e vendo o exemplo ímpar de oficial de Infantaria que foi meu pai. Formado no ambiente da 2a Guerra Mundial, sempre pautou a sua vida pelo profissionalismo, dedicação exclusiva e amor ao Exército e ao Brasil.

Outro grande atrativo da carreira militar foi a possibilidade de vencer desafios.

Os valores do Exército também foram um grande incentivador do meu ingresso na carreira. Lealdade, camaradagem, desprendimento, responsabilidade e probidade sempre foram considerados durante a minha vida.


Digo que nasci no Exército e dele não mais sai. Em 1963 fui matriculado no Colégio Militar de Recife e, junto com a luta de meu pai, acompanhei a Revolução de 31 Mar 64. No ambiente revolucionário, ingressei na Academia Militar das Agulhas Negras, em 1970. A formação da minha geração foi pautada pela constante preparação para o combate. Víamos a possibilidade de emprego assim que saíssemos da Academia. Os instrutores, muitos especializados em cursos de combate, foram os grandes moldadores e incentivadores para que no futuro eu viesse a me candidatar a esses cursos. Tenho convicção de que o ambiente vivido na amada AMAN foi decisivo para a minha incessante busca pelo estado de prontidão, meu e da tropa sob meu comando, durante toda a minha carreira.

Como Oficial de Infantaria, não pude me descuidar da minha responsabilidade como líder. Sempre advoguei que para que um subordinado meu realizasse alguma tarefa, eu teria que fazê-la antes. Mais ainda, tudo aquilo que falasse em minhas alocuções para a tropa teria que ser por mim praticado. Após concluir a minha formação, em todos os cursos que realizei, com grande carga intelectual, psicológica e física, sempre me dediquei ao extremo. Tenho convicção de que a profissão militar é uma das mais exigentes em termos de atualização. É um constante aprender. Termos como Operações Centradas em Redes, Guerra de 4a Geração e Operações de Informação são corriqueiros no linguajar de hoje e devem ser do nosso conhecimento.

Me lembro, ainda 2o Tenente em 1974, no 24o BIB, quando fui ao Palácio Duque de Caxias, no Rio, para solicitar ao pessoal da Missão de Assistência Militar dos Estados Unidos os cadernos de instrução referentes ao Pel Fuz Bld e à Cia Fuz Bld com o objetivo de traduzi-los e adaptá-los ao nosso emprego. Em 1972, havíamos recebido os M113 e ainda utilizávamos os Manuais de Campanha do Half Track e do Scout Car, ambos da 2a Guerra Mundial.

A Amazônia sempre me fascinou. Os nossos instrutores na AMAN, que eram especializados no combate na selva, nos motivavam a servir na região e a especializarmo-nos. Infelizmente, no ano de conclusão de meu curso de formação, não houve vagas em OM da região. Mas não desisti, e ainda 2o Tenente me candidatei ao Curso de Operações na Selva. Ao concluí-lo fui convidado para ser instrutor e retornei para ficar por quase três anos no CIGS, em época de poucos voluntários para tal missão.Nos Batalhões de Infantaria e nas funções de instrutor dos Cursos de Infantaria da AMAN e da EsAO, de instrutor da ECEME e da ECEMAR procurei pesquisar e adquirir conhecimentos atualizados para serem repassados à minha tropa e aos meus cadetes e alunos.

Sempre foi um sonho comandar o CIGS. A oportunidade surgiu em 1993, no meu segundo ano de instrutor na ECEME. Não estava no universo daqueles selecionados para o Comando, uma vez que ainda era moderno. No entanto, soube que ninguém naquele ano havia priorizado o Centro. Estranho, não havia candidato para comandar a escola de guerra na selva mais famosa do Mundo. Não podia admitir que um oficial fosse compulsado para comandar o CIGS. Aproveitei a minha situação de árbitro da Operação SURUMU e me apresentei ao Gen Ex José Sampaio Maia, Cmt CMA e ex-Cmt CIGS, dizendo-lhe da minha intenção. Assim, mesmo fora da relação de Comando, fui selecionado.

A vivência de mais de cinco anos no CIE me proporcionou uma visão bastante acurada dos cenários internacional e nacional, contribuindo ainda para um conhecimento amplo de nosso público interno. Também ajudou-me a entender outras culturas e fazer novas amizades nas reuniões que tivemos com os Exércitos das nações amigas.

A minha primeira passagem pelos EUA, como Oficial de Ligação junto ao Centro de Armas Combinadas, de 2000 a 2002, foi muito marcante. Primeiro por ter convivido dois anos com os militares e seus familiares no interior do Fort Leavenworth, no estado do Kansas. Segundo, por ter sido testemunha ocular do planejamento estratégico militar dos EUA, antes e depois do 11 Set 2001. Vi um fantástico estado de prontidão para a guerra. Basta dizer que menos de 30 dias após os ataques às Torres Gêmeas e ao Pentágno, o Afeganistão estava sendo invadido. Exatamente no dia 07 Out 2001. Nesse período visitei diversas organizações militares e acompanhei alguns exercícios de adestramento. Tive a ventura de acompanhar, no Deserto de Movaje, na Califórnia, o adestramento da 4a Divisão de Infantaria, uma divisão blindada, a primeira divisão totalmente digitalizada do Exército dos EUA.

Ao voltar dos EUA fui classificado no EME, por ter sido acatada a minha indicação pela antiga D Mov. Julguei que deveria transmitir a minha vivência para o Exército e assim contribuir para a sua evolução doutrinária e operacional. Fui o primeiro oficial superior a ser responsável pelo projeto da Brigada de Operações Especiais (Bda Op Esp). Cuidei da transferência de dois concludentes da ECEME para o Cmdo da Bda Inf Pqdt para ser o embrião do futuro Estado-Maior da Bda Op Esp. O primeiro Quadro de Cargos e o primeiro Quadro de Distribuição de Material foram por mim feitos e remetidos para esses dois oficiais. Viajei a Goiânia, acompanhado de engenheiros da Comissão Regional de Obras da 11a Região Militar para escolher as instalações da Bda. Aliás, todos se lembram que, por Decreto Presidencial, a Brigada foi colocada, inicialmente, no Rio de Janeiro.

Embora estivesse gostando do trabalho que realizava como Chefe da Seção de Doutrina Militar Terrestre da 3a Subchefia, fui convidado e aceitei o desafio para gerenciar o projeto de modernização do Sistema de Inteligência do Exército. Julguei que o meu passado na Inteligência e a minha vivência no exterior seriam úteis para o projeto.

Ao ser promovido a General fui brindado com o comando da 17a Bda Inf Sl. A decisão do Exército foi igual ao de uma empresa privada que investe na formação e no aperfeiçoamento de seu pessoal e depois requer retorno desse investimento. Assumi o comando em operações – Operação Mamoré, e passei o comando logo após a Operação Timbó III (Jul 2005). Foi uma grande realização profissional.

O convite e a nomeação para o cargo de Adido do Exército nos EUA e Canadá me fez, mais uma vez, acreditar na busca de pessoal com experiência para levar adiante uma missão que põe em evidência o nome do Brasil e do Exército. Após dois anos no cargo, posso afirmar que a equipe sob meu comando, com a diretriz e o apoio do EME, conseguiu melhorar o relacionamento com o Exército do Canadá e, em especial, com o dos EUA.No contexto de buscar o aperfeiçoamento do nosso relacionamento com o Exército dos EUA, fui convidado pelo própio Exército e aceitei ser o Dean (Presidente) da Associação dos Adidos Militares de Washington. Esta congregava 187 Adidos e Adjuntos, de 109 países, dos cinco continentes. Assumi em Jan 2006 e transmiti o cargo em 05 Set 07. Não preciso lhes dizer que para ser o Dean é necessário fluência no idioma inglês, excelente relacionamento com os Adidos e seus familiares e entrosamento com o Exército dos EUA.

O ambiente vivido na Embaixada do Brasil em Washington me permitiu fazer amigos e consolidar o binômio diplomacia – Forças Armadas em prol dos interesses do Brasil. Realizamos, conjuntamente, uma série de reuniões com o Departamento de Estado e o de Defesa. Além disto, fomos parceiros em diversos seminários e painéis patrocinados por entidades acadêmicas.

Ao findar a missão de Adido fui condecorado com a Medalha da Legião do Mérito, outorgada pelo Presidente dos Estado Unidos da América, em razão do meu trabalho em prol do relacionamento bilateral e entre os Adidos.

Às vezes nos enganamos, por considerarmos que todos são iguais e que, portanto, podem ocupar qualquer cargo, indistintamente. Não é uma questão de ser melhor ou pior. É uma questão de resgatar o investimento feito ao longo de uma vida profissional e colocar a pessoa mais adequada em determinada missão, particularmente quando se coloca o nome do Brasil e do Exército.

Cito o exemplo recente, do conhecimento de todos, de termos proposto Oficial-General para o comando das tropas da ONU no Haiti e não ter sido aceito por não preencher o requisitos exigidos pela organização. Na última hora, tivemos que substituir a nossa proposta e escolher aquele que se enquadrava no perfil.

Baseado na minha convicção de que um Exército só existe para cumprir a sua destinação constitucional e que nesta, a tarefa mais importante em tempo de paz é a preparação para a guerra e que tudo mais é secundário, pautei a minha vida militar. Sempre honrei o Exército, no Brasil e no exterior. Jamais deixei de cumprir uma missão da melhor maneira possível, embora reconheça as minhas limitações ...Sempre advoguei que o General é um decisor e que está nos cargos para levar adiante a melhoria das condições operacionais da tropa sob seu comando. A ele cabe o desgaste e não ao subordinado.

Agora mesmo, vi nos EUA generais com apego ao cargo e que sacrificaram a vida de diversos soldados nas Guerras do Afeganistão e do Iraque por não terem tido a coragem moral de desafiar ordens que tinham consciência de que estavam erradas.

Ao regressar dos EUA, há quase dois meses, tinha a expectativa de que seria aproveitado em um cargo que viesse aproveitar a minha experiência no Brasil e no exterior. Afinal, nesta última, acompanhei a evolução das Forças Armadas dos EUA e do Canadá antes e depois do 11 Set 2001. Em 2005 e 2006 vi toda a reestruturação das Forças Armadas Canadenses, que partiram de um cenário voltado quase que exclusivamente para forças de paz para um com características de defesa do território e expedicionário.

Infelizmente, o processo que levou à minha classificação na Diretoria de Transporte e Mobilização (D T Mob), sob o meu ponto de vista, distorceu o verdadeiro objetivo de uma instituição que tem o dever de buscar retorno, no mais curto prazo, do investimento feito em seus recursos humanos.

Inicialmente, o DOU me classificou como Adido à SGEx, no dia 03 Jul 07. Logo depois, em 25 Jul 07, foi retificada para Adido ao EME. Por quê? Qual era a intenção? Recentemente, um companheiro me informou que dois generais-de-divisão haviam comentado que eu iria ser classificado naquela Diretoria três semanas antes da publicação do Informex, em 30 Out 07. Concluo que antes de me apresentar pronto para o serviço no EME já estava decidida a minha classificação. Por que não me informaram antes da publicação no Informex? Quando questionei, me disseram que era sigiloso e não poderiam me informar. Ora, era sigiloso só para mim. Na véspera da publicação, escutei no rancho dos generais um deles, sentado ao meu lado, dizendo para onde estava sendo transferido e tenho certeza que outros também sabiam de seus destinos.. Um general da reserva me informou que já sabia da minha classificação antes do Informex. Como se transfere um Oficial-General do EME sem que o Chefe do EME tenha conhecimento? Mais ainda, tentaram me convencer que eu iria para a Diretoria porque estava para ser extinta.

Pode haver uma série de justificativas. Eu não as aceito.

O que mais pesou na minha decisão de pedir passagem para a reserva foi, sob o meu enfoque, a falta de consideração, a deslealdade e a falta de camaradagem. Jamais esperei que fosse ser tratado dessa maneira, até porque não havia motivos para tal. Só posso concluir que a minha classificação foi baseada em critérios políticos e não profissionais.

Diante desse quadro, reafirmo a minha decisão irrevogável de passar para a reserva. Tomei a atitude correta em face da situação em que me colocaram. Ser disciplinado não é ser subserviente.
A Instituição é muito maior que todos nós.

Quero deixar algumas idéias para reflexão àqueles que têm a responsabilidade de conduzi-la.

Em uma sociedade democrática, a defesa da nação não está afeta apenas aos militares. Portanto, mais do que nunca, o Executivo deve ser fiscalizado, e mesmo pressionado, pelo Congresso e pela sociedade. Os meios acadêmicos devem ter participação ativa nas questões de defesa. É importante ter o respaldo da nação para levar adiante a modernização das Forças Armadas. Temos que discutir defesa com a sociedade.

Não existem mais operações singulares. O ambiente conjunto terá que reduzir a individualidade em prol da visão pluralista. Ou partimos para a integração das Forças ou seremos ultrapassados e receberemos a ordem de fazê-la e, talvez, não nas condições mais satisfatórias.


Um planejamento estratégico militar deve estar concernente com um ou mais cenários. A estruturação de um Exército deve estar coerente com o seu emprego operacional. Da mesma forma, o reequipamento deve privilegiar o conjunto dos sistemas operacionais em determinado escalão e dentro de prioridades. Embora estejamos sendo exitosos nas operações de paz, em particular no Haiti, elas não se constituem em nossa principal missão. Não temos tido a oportunidade de adestrar e operar os sistemas operacionais. Isto é uma grande deficiência para o Exército de um país continental, que possui dez vizinhos. Uma atenção especial deve ser dada ao soldado. Em termos de evolução tecnológica, não é possível ter armamento e equipamento que remontam a meados do século passado. É um grande desafio.

É hora de dizer adeus.

Inicialmente, agradeço a Deus, por ter me guiado e aos meus subordinados. Aos meus pais que me deram uma sólida formação moral e educacional. À minha mulher Isabel, amiga e esteio por mais de 31 anos, e às minhas filhas e filho, pelo desprendimento, pelo sacrifício da profissão, dos estudos e do lazer e pela compreensão das minhas responsabilidades ao longo da minha vida profissional.

Aos meus ex-comandantes, o meu reconhecimento pelo irrestrito apoio, segura orientação e inequívocas provas de confiança que sempre me dispensaram. Aos meus verdadeiros amigos pelas manifestações de apreço para comigo e meus familiares. Aos meus subordinados que foram sempre a grande motivação para que superasse as minhas limitações e pudesse liderá-los. Eles não escolhem os comandantes. Por isto, nenhum comandante tem o direito de conduzir seus homens ao combate sem ter a certeza de lhes ter ensinado tudo aquilo necessário para tal mister.

Mais uma vez agradeço a presença de todos.

Que Deus os acompanhe e ao nosso Exército.

Muito obrigado.

Gen Bda Luiz Roberto Fragoso Peret Antunes

NELSON JOBIM NO RODA VIVA - 10/10/2007