quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

LATA VELHA - FRAUDE???

"Estava bom demais para ser verdade". Foi o que pensou João Marcelo Vieira, 37 anos, ao participar do quadro Lata velha, no programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo. O sonho de ver seu Opala verde, ano 79, transformado em uma supermáquina durou menos de 24 horas. No dia da gravação, o vendedor não percebeu que não existia mais nada do Opala no modelo reformado. Nem no dia seguinte, quando a produção rebocou novamente o carro para a oficina, alegando que iria acertar a documentação. Meses depois, ele recebeu o carro, e só então percebeu, com o documento na mão, que o registro era uma Caravan 79.

O próprio João Marcelo demorou para entender o que estava acontecendo. O documento esclarecia as dúvidas: a Caravan marrom, que antes pertencia a Rubem de Souza, em Minas Gerais, teria sido comprada por ele próprio por R$4.200! O problema é que João, dono de um quiosque na Praia do Recreio, garante que nunca esteve na cidade de Ribeirão das Neves, em Minas, tampouco adquiriu o carro e muito menos assinou o documento de compra e venda. Estava, segundo ele, configurada a fraude. E começou uma odisséia em busca do verdadeiro carro.

"Me deram o documento do carro com minha assinatura falsificada e sumiram com o Opala, que era de um tio que morreu de câncer e me pediu para não vendê-lo nunca", lembra João Marcelo. O Opala, que tinha o apelido carinhoso de Ogro, estava caindo aos pedaços, só pegava no tranco, mas quebrava galhos. O quiosqueiro nunca tinha pensado em fazer a reforma. A participação no Lata velha foi sugestão de dois clientes, os atores Rodrigo Hilbert e Fernanda Lima. A pedido deles, João Marcelo escreveu uma carta, entregue, em mãos, a Luciano Huck, durante uma festa. Dias depois, a produção do programa procurou pelo comerciante, fez entrevistas e fotos do carro.

"Na terceira entrevista, o Luciano apareceu no meu quiosque já para pegar o carro. Ele me propôs cantar uma ópera. Tive sete aulas de canto em Niterói. Tudo isso levou uns 26 dias. O carro supostamente foi para Belo Horizonte, eu acho, porque, até agora, a Justiça não conseguiu achar a oficina, cujo endereço foi passado pelo próprio dono, Paulinho Fonseca, baterista da banda Jota Quest", diz João Marcelo.
Para ter seu carro modificado no programa, João interpretou no ar O sole mio, de Luciano Pavarotti, e emocionou o público.

"No dia seguinte à gravação, dei uma volta com o carro, escoltado pela Globo. Logo depois, a emissora mandou rebocá-lo sob alegação de que atualizaria a documentação. No quarto dia, recebi um telefonema da Rita, da produção do Caldeirão, dizendo que uma pessoa do Sul tinha oferecido R$ 120 mil para comprar meu carro. Não aceitei porque minha intenção era ficar com o Opala modificado", explica.

Dois meses se passaram e nada do carro voltar. Ele conversou com Fernanda Lima, que conseguiu marcar uma reunião na Globo. Lá, João Marcelo diz que recebeu uma proposta financeira e que todos assumiram o erro do programa. Segundo o comerciante, a emissora não gostaria que o caso fosse para a Justiça. O encontro teria acontecido na sala do diretor da emissora Aloísio Legey.

"Havia três advogados, o Paulinho, o Aloísio e a Ana Bezerra, diretora de produção. O Aloísio perguntou o que eu queria e disse que se eu levasse o caso para a Justiça demoraria três anos. Falei que não queria nada, só o meu carro de volta", conta João Marcelo, que não esperava uma reação tão enérgica do diretor:

"O Aloísio bateu na mesa e disse que isso poderia acabar com o programa do Luciano quando eu falei que minha carruagem tinha virado abóbora e, por isso, a situação era grave", afirma. O comerciante contou que ficou acertado no encontro que o programa devolveria o Opala transformado. Passados outros dois meses, o carro foi entregue. Mais uma vez, era a tal Caravan:

"Quando me deram a documentação, vi que era da Caravan marrom. O carro foi comprado por R$ 4.200 e ainda falsificaram minha assinatura para legalizar a transferência. O número do chassi na documentação não era do Opala. As placas de identificação nas portas do veículo também eram de outro carro. O carro é um Frankenstein, foi remontado em cima de outra carcaça", garante.

Desde janeiro, corre na Justiça um processo contra a Rede Globo e a Oficina Nittro Hot Rods no cartório da 1ª Vara Cível, em Jacarepaguá, com um pedido de indenização por danos morais e materiais. A pergunta que fica é a seguinte: Onde foi parar o Opala?!?..."

E para quem ainda não acredita, acesse http://www.tj.rj.gov.br/ e consulte o processo número 2007.203.000972-9.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

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O FUTURO DA DIREITA


Olavo de Carvalho - JB


A revista Playboy deste mês publica uma entrevista reveladora com alguns líderes emergentes do chamado "liberalismo" brasileiro, filhos de velhos caciques regionais falecidos, aposentados ou desativados. Reveladora, digo eu, porque ilustra com clareza didática algumas obviedades que tenho publicado nesta coluna, mas que os bem-pensantes insistem em não querer admitir, como outrora se recusavam a admitir a existência do Foro de São Paulo. A mais flagrante delas é que não existe direita politicamente relevante no Brasil.


Os entrevistados não só rejeitam a denominação de direitistas - o que já é bastante significativo, tendo em vista o orgulho com que os esquerdistas se assumem como tais - mas subscrevem no fim das contas todo o programa sociocultural da esquerda, com a única diferença de que desejariam realizá-lo pelo livre mercado em vez da ação estatal direta. Que isso constitua mesmo uma diferença, é altamente duvidoso

Do ponto de vista econômico, a disputa entre liberais e socialistas no mundo vai-se tornando cada vez mais adjetiva: nenhum político é louco o bastante para advogar em público a supressão do Estado previdenciário, nem idiota o suficiente para continuar acreditando na eliminação total da propriedade privada. A guerra entre os sistemas tornou-se uma tênue oscilação para lá e para cá de um confortável meio-termo. A direita quer o capitalismo sob a proteção do governo-babá, a esquerda quer o socialismo vitaminado pela força do livre mercado. É a tese de Paul Edward Gottfried em After Liberalism: Mass democracy in the Managerial State (Princeton University Press, 2001): junto com o socialismo real morreu também o liberalismo ideal.

A vitória da "revolução dos gerentes" matou os dois, inaugurando a era da democracia de massas, o que é o mesmo que dizer: o império universal da burocracia. Com isso, o foco da disputa efetiva transferiu-se para um domínio mais sutil - e infinitamente mais decisivo para o futuro da humanidade: o sonho do espírito revolucionário já não é o controle estatal da economia, mas o controle estatal da vida privada, da mentalidade popular, dos usos e costumes, da imaginação e dos sentimentos. É promover a ruptura total com as tradições históricas e operar enfim a longamente ambicionada mutação radical da natureza humana. Décadas atrás os melhores cérebros da esquerda - Lukács, Gramsci, os frankfurtianos - já haviam concluído que nesse campo, e não na economia, seria travada a batalha decisiva. Mas a idéia era prematura quando a lançaram.

O advento da "democracia de massas" vem dar-lhe uma atualidade explosiva, preparando o terreno para a revolução cultural globalizada. No novo contexto, o dever máximo ou único de uma direita historicamente consciente é defender os princípios e valores civilizacionais milenares, resistindo à ambição insana de planejadores sociais para os quais a espécie humana não passa de matéria-prima para experimentos que variam entre o irresponsável e o macabro. Mas muito provavelmente essa resistência será em breve criminalizada como extremismo de direita, e, se não lutar como um exército de leões, desaparecerá do cenário político decente. Só sobrará lugar para a "direita bossa nova", como a chama a Playboy - a direita que cede tudo em troca de um pouco de capitalismo.

A economia de mercado deve, sim, ser defendida, porque só nela os princípios e valores hoje ameaçados podem subsistir. Mas abdicar deles em troca da economia de mercado pura e simples, fazendo dela a única finalidade em vez de um meio entre outros, é servir duplamente ao esquerdismo, entregando-lhe de mão-beijada o que ele mais almeja conquistar e ainda criando uma camuflagem "capitalista" para dar aparência inofensiva à mais temível mutação revolucionária de todos os tempos.

Governador do RJ manda prender blogueiro

08/02

CENSURA, ABUSO E REPRESSÃO

Inconformado com as críticas feitas pelo tenente Melquisedec Nascimento no blog Militar Legal -
http://militarlegal.blogspot.com/ , que cobra as promessas de campanha, sobretudo as relacionadas com o reajuste de salários dos PMs, o governador Sérgio Cabral Filho decidiu mandar prender o blogueiro.

RIO DE JANEIRO

Governador manda prender blogueiro

Por Mário Augusto Jakobskind em 5/2/2008

O governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, está botando os pés pelas mãos, sobretudo na área de segurança. Ele o seu secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, aprontam de tal maneira que já estão sendo considerados inimigos da Polícia Militar.

A última do governador, que passa as horas de lazer em sua casa em Portobelo, em Mangaratiba: ordenou a primeira prisão de um blogueiro no Brasil, o tenente da Polícia Militar Melquisedec Nascimento, presidente da Associação dos Militares Auxiliares e Especialistas (Amae), um sindicato de policiais. E isso em pleno carnaval.

Inconformado com as críticas feitas pelo oficial no blog
Militar Legal, que cobra as promessas de campanha, sobretudo as relacionadas com o reajuste de salários dos PMs, Cabral decidiu mandar prender Melquisedec.

Quatro PMs da Corregedoria da corporação foram à casa do tenente blogueiro dizendo ter ordem para levá-lo a prestar depoimento e depois prendê-lo administrativamente. O chefe da 3ª Delegacia da Polícia Judiciária Militar, tenente-coronel Alexandre Rodrigues do Nascimento, no entanto, negou que haja ordem de prisão contra Melquisedec, que não foi encontrado em seu domicílio, mas admitiu que a convocação foi para esclarecer o motivo pelo qual colocou em seu blog a fotomontagem de Cabral como Pinóquio.

O governador, que se irrita com qualquer tipo de críticas, não agüentou quando viu seu retrato estampado com o chapéu e nariz de Pinóquio. Cabral apenas é acusado de repetir o que fazem políticos de sua envergadura quando correm atrás dos votos, ou seja, prometem nos palanques e forma a iludir os incautos.

Teoria na prática é outra

Ao decretar a prisão de Melquisedec, Cabral demonstrou que não respeita a livre manifestação de pensamento. Não adiantam discursos de defesa da democracia, que costuma fazer em solenidades para agradar platéias, quando na prática age de forma autoritária. Cabral é o exemplo concreto de como a teoria na prática é outra.

Não é hora das entidades defensoras da liberdade de expressão se manifestarem contra o desrespeito do governador Cabral? O silêncio é, na prática, compactuar com a arbitrariedade. Ou não?

Quem semeia vento colhe tempestade. O autoritarismo de Cabral fez com que em alguns blogs ele apareça com o bigode característico e chamado de Adolfo, numa alusão a Hitler. Se continuar semeando ventos arrisca-se inclusive a colher maiores tempestades ampliando a inconformidade dos policiais militares, com graves conseqüências.

"Colombizando" o Rio de Janeiro

A crise na segurança pública no Rio está visivelmente se agravando. A política preconizada por Cabral e seu secretário Beltrame, com graves reflexos nas áreas pobres, está na prática "colombizando" o Rio de Janeiro. Aliás, depois que voltou da Colômbia, onde a política de segurança recebe a assessoria de militares e agentes de inteligência estadunidenses e israelenses, Cabral tem se revelado um entusiasta no modelo de confronto adotado por lá no combate à violência urbana. O governador tem constantemente criminalizado a pobreza e perde as estribeiras quando é questionado nesse sentido. E a mídia conservadora aplaude de bom grado as seguidas declarações da autoridade máxima do estado do Rio, o que na prática incentiva o seu procedimento.

Como se tudo isso não bastasse, o secretário Beltrame vem sendo acusado de ter vínculos com uma empresa da área de inteligência, especializada em grampear telefones. Trata-se de uma acusação grave, e a única forma de esclarecer se a denúncia tem ou não fundamento é investigá-la a fundo. A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) poderia ser convocada nesse sentido. Resta saber se os parlamentares daquela Casa Legislativa toparão fazer isso, uma rotina na democracia, por se tratar de um procedimento que visa esclarecer uma grave dúvida que paira no ar.

Quanto às dependências de alto luxo de Cabral em Portobelo, onde só moram ricaços, a pergunta que se faz é de como um político sem berço de ouro pode ter uma propriedade deste tipo? Muitos perguntam: herdou, ganhou na mega-sena, deu o golpe do baú, economizou ou...? O que tem a dizer o governador?

Fonte: Observatório da Imprensa - Caderno da Cidadania -
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=471CID002

VER TAMBÉM:

Vídeo: Sérgio Cabral Filho manda prender blogueiro (por Ricardo Boechat) -
http://liberdadedeexpressao.multiply.com/video/item/15

SOB O IMPÉRIO DAS MINORIAS

Graça Salgueiro

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No último dia 13 de fevereiro o governo do Sr. Lula, através do site do Partido-Estado – o PT -, emitiu uma nota de repúdio à agressão sofrida pelo presidente da “Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo” (APOGLBT), Alexandre Peixes, bem como ao assassinato de três travestis na cidade do Recife. Segundo a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, tais atitudes ferem os princípios básicos da Declaração dos Direitos Humanos.
Diz a nota: “A homofobia, explícita na violência física ou moral, limita o exercício dos direitos de todo cidadão e não pode encontrar espaço em nossa sociedade. Um Estado Democrático de Direito não pode ser conivente com práticas sociais e institucionais que criminalizam, estigmatizam e marginalizam pessoas por motivo de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero”.Não sou apologista da violência – de qualquer tipo - e muito menos de crimes de morte, admitindo como “justificáveis” apenas em caso de guerra ou em legítima defesa. Entretanto, o que se vê na nota do Partido-Estado é de uma exacerbação sem tamanho, primeiro porque, como diz no texto, os exames de corpo de delito realizados no “agredido” presidente da APOGLBT “não apontaram nenhum traumatismo”, o que significa que não foi nada além de algum xilique.
Depois, porque não há qualquer prova de que os travestis foram assassinados por sujeitos homofóbicos sedentos de sangue.Os dois primeiros foram mortos a tiros por três homens que estavam dentro de um carro em Boa Viagem, dia 9 de fevereiro, e o terceiro morto a facadas no bairro do Pina no dia seguinte. O que se sabe dos criminosos? Nada até agora. Seriam agressores homofóbicos de fato? O escritor Júlio Severo publica em seu blog excelentes análises sobre a questão do movimento homossexual no Brasil e no mundo, cujas formas de abordagem e pontos de vista nem sempre concordo, mas que não posso deixar de referendar como fonte de pesquisa séria e confiável.Nesta postagem “Onde estão os espancadores e assassinos homossexuais?”, por exemplo, ele aponta a parcialidade e camuflagem da mídia quando os crimes cometidos contra homossexuais são praticados por outros homossexuais, prática muito comum entre a “espécie” mas jamais divulgada para não atrapalhar a aprovação da lei anti-homofobia em curso.
E por que estou criticando esta nota de repúdio? Porque no dia 07 de fevereiro pp. completou-se um ano do brutal assassinato do menino João Hélio Fernandes de apenas 6 anos, quando o carro em que viajava em companhia da mãe e de uma irmã foi assaltado. Por cerca de 7 km João Hélio foi arrastado pelo asfalto preso ao cinto de segurança do carro durante 15 minutos, passando por 14 ruas, sob os gritos desesperados dos que viam a cena dantesca, ficando completamente dilacerado. Foi um dos crimes mais hediondos já ocorridos e que provocou grande comoção no país inteiro, e o que disseram as autoridades da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República? NADA! Que nota de pesar emitiu o presidente da República à família? NENHUMA! Que palavra de consolo à mãe de João Hélio ouviu-se da boca da primeira dama – também mãe -, dona Mariza Letícia? ABSOLUTAMENTE NENHUMA e após um ano do fato ocorrido, esta nota de pesar ainda continua inaudita!Também nunca se ouviu ou leu qualquer nota de repúdio por parte desta Secretaria quando um policial da Brigada do Rio Grande do Sul foi degolado em praça pública por hordas de criminosos do MST que permanecem impunes até hoje.
Do mesmo modo que NADA foi dito às famílias dos PMs mortos durante a rebelião promovida pelos narco-traficantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) em 13 de maio de 2006, mas os bandidos mortos em confronto foram largamente pranteados por uma imprensa venal e conivente, sem contar com as notas de repúdio dos “defensores” dos direitos humanos dos bandidos. Tampouco mereceu tratamento de pesar o assassinato do segurança da fazenda Syngenta, Fábio Ferreira, morto com um tiro na cabeça pelos marginais do MST em Santa Tereza do Oeste no Paraná, em outubro do ano passado. Ao contrário, houve até homenagem na Câmara dos Deputados pela morte do militante do MST Valmir Mota de Oliveira, vulgo “Keno”, (não por coincidência, no mesmo dia em que aquela casa legislativa homenageava a “máquina de matar” Guevara) que morrera em confronto ao invadir a fazenda.
Desta barbárie, resultou indiciado o dono da fazenda pela morte do sem-terra e sete funcionários presos, apesar de trabalharem em uma empresa de segurança legal, com autorização para portar armas e que faziam a segurança de uma empresa privada que estava sendo assaltada, sob a alegação de “formação de quadrilha”. E, mais uma vez, nenhum dos invasores foi indiciado pela morte do segurança Fábio. Até a imprensa colaborou, citando o caso sem dar nome à vítima que era tratado apenas como “o segurança”.
Estamos nos transformando num país sob o império das “minorias”, estas novas castas que sob os auspícios do próprio governo impõem padrões de comportamentos a toda uma sociedade estupidificada e silente: são os quilombolas, os “afro-descendentes”, os gays, as lésbicas, os sem-teto, sem-terra, sem-moral ou vergonha na cara, os narco-traficantes que determinam toque de recolher ou quando o comércio pode abrir as portas.
Estamos nos transformando num país sem Lei, numa terra de ninguém onde vale mais quem grita mais alto.E o governo sem freios e amoral do sr. Luiz Inácio se condói com o assassinato de três travestis e algum vexame passado por um representante da casta gay, mas dorme tranqüilo com o assassinato de 50 mil brasileiros por ano pois, afinal o que são cinqüenta mil brasileiros senão mera estatística?