terça-feira, 2 de outubro de 2007

Presidente não sabia do caos aéreo

04/08/2006
Daniel Pereira
Correio Braziliense

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu ontem que não tinha noção da dimensão da crise que assola o setor aéreo há 10 meses. Em reunião do conselho político, recorreu a uma metáfora de cunho médico para ilustrar seu espanto com a gravidade do problema. “Nessa questão, é como uma metástase (disseminação do câncer pelo corpo) que o paciente não sabia”, disse Lula, segundo relato de líderes de partido que participaram do encontro.

Em tentativa de justificar sua surpresa com o caos aéreo, o presidente teria afirmado ainda que o setor não foi discutido nas cinco campanhas presidenciais de que participou. Trocado o comando do Ministério da Defesa, Lula deixou claro que tratará como prioridade depois de retornar de viagem ao México e a quatro países da América Central, no dia 10, a votação da lei geral das agências reguladoras. O texto está em tramitação na Câmara.

A idéia do governo é aprovar uma regra que permita a substituição de diretores de órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), caso não demonstrem competência no exercício da função. Como a iniciativa privada acha fundamental a manutenção de mandatos fixos, o governo tentará instituir uma espécie de recall. Ou seja, a possibilidade de o Senado destituir diretores no meio do mandato.

Carta branca
“Você tem que ter um instrumento de defesa da sociedade”, disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que tratou do assunto em almoço com o presidente, o ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, e outros comandantes da tropa parlamentar. Depois do maior acidente da história da aviação civil brasileira, integrantes do governo pressionaram os diretores da Anac a renunciarem.

O plano foi abortado porque o governo preferiu uma saída menos traumática do ponto de vista institucional: fortalecer o Conselho de Aviação Civil (Conac), que promete fazer o trabalho não realizado pela agência. Ontem, Lula reafirmou a líderes de partidos que deu carta branca ao ministro Nelson Jobim para reestruturar o setor. E voltou a reclamar da falta de comando que imperava quando Waldir Pires estava à frente da Defesa.

“Cachorro que tem muitos donos morre de fome e ninguém cuida”, teria declarado o presidente. A necessidade de superar a crise também foi defendida pelos parlamentares porque desgasta a imagem do governo e reduz a atenção do Congresso com a votação de projetos considerados prioritários. “Há um constrangimento nacional. Queremos providências o mais rápido possível”, declarou o líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE)

Cale a boca, Lula.


Por Paulo Carvalho Espíndola
Cel Reformado
Ternuma Regional Brasília
http://www.ternuma.com.br/


Cale a boca, Lula. Abaixe as suas “zurêias” e ouça com os ouvidos, que, efetivamente, permitem um ser vivo ouvir vaias ou aplausos. Talvez, na sua impostura, culpar as “zurêias” seja o grande mote para você não saber de nada do que ocorre neste pobre país que o elegeu presidente.

Cale a boca, Lula. O Brasil não é um “cachorro de muitos donos, que morre por não ter quem o cuide”. Aguce os sentidos e tenha consciência de que o dono do cachorro é você, por ter sido eleito e por ganhar muito bem – a imoral pensão política à parte.

Chega de impudência. Basta de aparelhamentos do Estado e faça jus aos seus ganhos, trabalhando sem brandir as suas bravatas e, muito menos, a dizer as asneiras de que estamos fartos.

“Este país” não é um canil de cachorros com muitos donos e “neste país” não mais cabem as cachorradas dos ladravazes que o cercam, mesmo que você não os ouça, não os veja e não saiba o que fazem. As aspas do que escrevo são dos seus discursos, que só sensibilizam os desafortunados recebedores das suas bolsas-esmolas.

As vaias do Maracanã e, agora, das cidades por onde você passa não são reações de uma “direita” recalcada ou de “elites” refratárias à façanha de um “trabalhador” vitorioso. São, sim, manifestações espontâneas de muitos que o elegeram, na esperança de dias melhores.

Cale a boca, Lula. Não venha dizer, novamente que, nas suas cinco campanhas eleitorais à presidência, ninguém o alertou sobre a iminência de uma grande crise na aviação civil. Seja honesto. Admita que as suas “zurêias” só ouviam os maviosos cantos de Dilmas, Dirceus, Genoínos, Valérios, Joãos Paulos e de tantos outros aparelhadores do Estado. Seja franco e admita que essas sereias o traíram, levando-o ao desgoverno e submergindo o Brasil nesse mar de lama em que todos nós nos encontramos.

Lula, neste momento, a sociedade esboça reação democrática aos desatinos do seu governo. Você se finge de mouco e confia em pesquisas suspeitas que o elevam ao olímpo, como se você fosse um Zeus moderno.

Vêm neste momento histórico, entretanto, manifestações populares de repúdio ao que aí está. Rápido como quem rouba, o seu partido acaba de decidir, em reunião da executiva partidária, uma convocação da militância petista para contrapor-se, como vocês dizem, às provocações da “direita reacionária”.

Lembra dos tempos em que você liderava os “Fora” Sarney”, “Fora Fernando Henrique”, além dos “Abaixo a ditadura”? Pois é... A Democracia permite tudo, embora você e seus petistas pensem o contrário.

Ainda é tempo, Lula. Torne mais rouca a sua voz de prestidigitador, que vende até mato pegando fogo, e deixe a sociedade manifestar-se. Não permita que haja confronto do povo com as suas milícias. Não fuja, de novo, sob o pretexto de corrigir um terçol. A História não fala dos covardes e dos fujões.

O Brasil ainda é um Estado democrático, embora você seja um aprendiz de Hugo Chávez.

Aprenda com os milicos que o Brasil está acima de tudo.

Desconfio, porém, que você não pensa assim...
1 comments:
El Kabong said...
Brilhante texto. Parabéns!

TRINCOU A VIDRAÇA


Rogério Mendelski
http://www.rogeriomendelski.com.br/
03 Ago 07

O presidente Lula, mesmo que faça sorrir aquela turma que anda ao seu redor, está preocupado. E ele não consegue esconder que as vaias lá da abertura do Pan conseguiram trincar a sua vidraça.

Lula sempre esteve na vitrine e a vidro dela parecia ser blindado. Nenhuma pedra oposicionista atingia o presidente que sempre gostou da vitrine. As pedradas nem chegavam nela e quando batiam estavam fracas, assim como um revólver velho disparando uma bala que caia logo adiante dos 15 metros.

Seguro de sua imagem de pai da pátria, emoldurada pelas pesquisas, Lula surfava no mar da populartidade sem se importar com o mensalão e com a turma do Ali Babá. Mesmo estando cercado de denúncias de irregularidades em seu governo, Lula se reelegeu e governa com maioria no Congresso, cujo custo dessa parceria com partidos políticos é pago pelos contribuintes.

Mas as vaias do Pan – quem poderia imaginar? – mudaram o jeitão sindicalista do presidente. Ele cortou viagens ao Sul Maravilha e foi buscar conforto no seu Nordeste cativo pela Bolsa Família e em outros rincões amigos e servis.

No Mato Grosso, em Cuiabá, não foi diferente. Ganhou uma viola pantaneira do governador Blairo Maggi (PR) e aproveitou para fazer uma pose ridícula imitando tocar o instrumento. Lá, com sua claque sorridente e pronta para aplaudir, o presidente resolveu fazer teses e até ameaças: "Se alguns querem brincar com a democracia, eles sabem que neste país ninguém sabe colocar mais gente na rua do que eu" .

Pronto. Nosso presidente sentiu o golpe levado pelas vaias. Ele que se acha o bam-bam-bam das greves , dos movimentos populares e de "botar gente na rua" ficou irritado com o sagrado direito democrático da vaia. Ele anda tão bravo que qualquer hora é capaz de dizer que também inventou a vaia.

Sua definição para quem vaia e para quem sai às ruas é um primor de prepotência. Para Lula, as vaias e os protestos vêm daqueles que "ganharam muito dinheiro no meu governo" . Epa! Os que ganharam muito dinheiro "neste governo" estão divididos em dois grupos: os honestos e os espertalhões.

Os honestos ganharam com suor do rosto e com talento. Os espertalhões encheram os bolsos e as cuecas com dinheiro sujo. A quem o presidente se referia? Por que os que ganharam dinheiro (honestos e espertalhões) estariam inconformados com os pobres, como disse Lula?

O presidente está querendo inflamar um confronto entre ricos e pobres? Mas quem ganharia com esse enfrentamento? Não estamos em tempo de eleição e as críticas que Lula vem recebendo é porque faz um governo preguiçoso onde o esgotamento dos serviços públicos é visível – do aeroporto às rodovias, passando pela saúde e pela segurança pública – e com perspectivas de piorar ainda mais.

As vaias para Lula e que atingiram a sua vidraça blindada são para o apagão administrativo e ético de seu governo.

Será justo mandar estes jovens para a morte?

Maria Iracema Pedrosa
OAB/AM 1.709

Prenúncio de Justiçamento

Quero denunciar a iminente deportação de dois atletas cubanos pelo Brasil, os lutadores de boxe Erislandy Lara, de 24 anos, e Guillermo Rigondeaux, de 25, que aproveitaram sua estada no Brasil durante o PAN para fugir da ditadura em seu País.

Texto completo

Como brasileira, como jornalista, como cidadã deste País e do mundo, quero exigir dos deputados que elegi e dos que me representam que intercedam em favor da concessão de asilo político a estes que desejam, acima de tudo, liberdade de ir e vir, liberdade de expressão, liberdade para exercer seu talento onde ele for melhor valorizado. São direitos inalienáveis de todo ser humano, como consta na Declaração Universal dos Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário e deveria respeitar e fazer cumprir.

É absurdo que nos deixemos intimidar por um ditador que mal consegue conter em seu território os seus próprios habitantes. Se alguém deseja ir embora, por não ser feliz onde vive, que a porta de saída lhes seja serventia da casa. Seriam Erislandy e Guillermo prisioneiros em uma ilha? Do que Fidel tem medo em não deixar partir os descontentes? Com que direito ele prende em seu território homens livres? Que crime cometeram esses homens para serem agora presos? Por que foram presos no Brasil, um território livre e acolhedor?

Espero que não nos acovardemos diante desta situação. Estes dois atletas - e todos aqueles que desejarem liberdade - merecem todo o nosso apoio, merecem o nosso abrigo, o nosso acolhimento.Valéria Ramos ChalegreJornalistaRG 37980478-5CPF 621924000-63

Comentários

Adriana San MartinIncluído em 2007-08-04 02:12:59Fiquei muito comovida quando fugiu o primeiro atleta. E também preocupada, por pensei que seria bem capaz que o deportassem, na pior das hipóteses. Já que não sou a única, por que não fazermos uma campanha por eles? Quem sabe se não deixarmos o fato passar desapercebido podemos conseguir uma pressão pública para que eles recebam a acolhida do Brasil. Quem sabe uma campanha de cartas e e-mails? Todos os que possuem sites,blogs, tem acesso à imprensa,etc poderiam e deveriam participar.

Você pode escrever para os senadores abaixo listados:
PDT-AM-Sen Jefferson Peres jefperes@senador.gov.br
PDT-BA-Sen João Durval joaodurval@senador.gov.br
PDT-DF-Sen Cristóvão Buarque cristovam@senador.gov.br
PDT-PR-Sen Osmar Dias odias@senador.gov.br
PFL-BA-Sen César Borges cesarborges@senador.gov.br
PFL-DF-Sen Adelmir Santana adelmir.santana@senador.gov.br
PFL-GO-Sen Demostenes Torres demostenes.torres@senador.gov.br
PFL-MA-Sen Edison Lobão elobao@senador.gov.br
PFL-MG-Sen Eliseu Resende eliseuresende@senador.gov.br
PFL-MT-Sen Jayme Campos jayme.campos@senador.gov.br
PFL-MT-Sen Jonas Pinheiro jonas@senador.gov.br
PFL-PB-Sen Efraim Morais efraim@senador.gov.br
PFL-PE-Sen Marco Maciel marco.maciel@senador.gov.br
PFL-PI-Sen Heráclito Fortes heraclito.fortes@senador.gov.br
PFL-RN-Sen Rosalba Ciarlini rosalba.ciarlini@senadora.gov.br
PFL-RN-Senador José Agripino agripino@senador.gov.br
PFL-SC-Sen Raimundo Colombo raimundocolombo@senador.gov.br
PFL-SE-Sen Maria do Carmo al... maria.carmo@senadora.gov.br
PFL-SP-Senador Romeu Tuma rtuma@senado.gov.br
PFL-TO-Sen Katia Abreu katia.abreu@senadora.gov.br
PMDB-AC-Sen Geraldo Mesquita... geraldo.mesquita@senador.gov.br
PMDB-AP-Sen Gilvam Borges gilvamborges@senador.gov.br
PMDB-AP-Sen José Sarney sarney@senador.gov.br
PMDB-ES-Sen Gerson Camata gecamata@senador.gov.br
PMDB-MA-Sen Roseana Sarney roseana.sarney@senadora.gov.br
PMDB-MG-Sen Wellington Salga... wellington.salgado@senador.gov.br
PMDB-MS-Sen Valter Pereira valterpereira@senador.gov.br
PMDB-PB-Sen José Maranhão jose.maranhao@senador.gov.br
PMDB-PE-Sen Jarbas Vasconcelos jarbas.vasconcelos@senador.gov.br
PMDB-PI-Sen Mão Santa maosanta@senador.gov.br
PMDB-RJ-Sen Paulo Duque paulo.duque@senador.gov.br
PMDB-RN-Sen Garibaldi Alves ... garibaldi.alves@senador.gov.br
PMDB-RO-Sen Valdir Raupp valdir.raupp@senador.gov.br
PMDB-RR-Sen Romero Jucá romero.juca@senador.gov.br
PMDB-RS-Sen Pedro Simon simon@senador.gov.br
PMDB-SC-Sen Neuto de Conto neutodeconto@senador.gov.br
PMDB-SE-Sen Almeida Lima almeida.lima@senador.gov.br
PMDB-TO-Sen Leomar Quintanilha leomar@senador.gov.br
PP-RJ-Sen Francisco Dornelles francisco.dornelles@senador.gov.br
PR-AM-Sen Alfredo Nascimento alfredon@senador.gov.br
PRB-RJ-Sen Marcelo Crivella crivella@senador.gov.br
PR-ES-Sen Magno Malta magnomalta@senador.gov.br
PR-RO-Sen Expedito Junior expedito.junior@senador.gov.br
PR-TO-Sen João Ribeiro joaoribeiro@senador.gov.br
PSDB-AL-Sen João Tenório jtenorio@senador.gov.br
PSDB-AM-Sen Arthur Virgílio arthur.virgilio@senador.gov.br
PSDB-AP-Sen Papaleo Paes papaleo@senador.gov.br
PSDB-CE-Sen Tasso Jereissati tasso.jereissati@senador.gov.br
PSDB-GO-Sen Lúcia Vânia lucia.vania@senadora.gov.br
PSDB-GO-Sen Marconi Perilo marconi.perillo@senador.gov.br
PSDB-MG-Sen Eduardo Azeredo eduardo.azeredo@senador.gov.br
PSDB-MS-Sen Marisa Serrano marisa.serrano@senadora.gov.br
PSDB-PA-Sen Flexa Ribeiro flexaribeiro@senador.gov.br
PSDB-PA-Sen Mario Couto mario.couto@senador.gov.br
PSDB-PB-Sen Cícero Lucena cicero.lucena@senador.gov.br
PSDB-PE-Sen Sérgio Guerra sergio.guerra@senador.gov.br
PSDB-PR-Sen Alvaro Dias alvar odias@senador.gov.br
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PTB-RR-Sen Mozarildo Cavalca... mozarildo@senador.gov.br
PTB-RS-Sen Sérgio Zambiasi sergio.zambiasi@senador.gov.br